top of page

Burnout: o que é, sintomas e como identificar o esgotamento

  • Foto do escritor: Flávia Gobi L. Kipper
    Flávia Gobi L. Kipper
  • 24 de jun. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 19 de mar.

Imagem ilustrativa do esgotamento progressivo do burnout, representado por fósforos queimando

Em alguns momentos, podemos sentir que o cansaço não passa. Mesmo descansando, parece que a energia não se recupera.


O trabalho começa a pesar mais do que antes. Aquilo que antes fazia sentido pode passar a gerar irritação, desânimo ou até um certo distanciamento.


Às vezes, a sensação é de estar funcionando no automático. Em outras, surge uma exaustão tão intensa que até tarefas simples parecem difíceis de realizar.


Esse tipo de esgotamento pode estar relacionado ao burnout.


O que é o burnout


O burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental, geralmente relacionado a situações de trabalho que envolvem pressão constante, alta responsabilidade ou exigência prolongada.


Ele não surge de uma vez. Na maioria das vezes, é resultado de um processo gradual de desgaste, que vai se acumulando ao longo do tempo.


Muitas pessoas demoram a perceber o que está acontecendo, porque, no início, pode parecer apenas um cansaço passageiro.


Quais são os principais sintomas de burnout

Os sintomas podem variar, mas costumam aparecer em diferentes níveis — físicos, emocionais e comportamentais.


🔹 Sintomas físicos

  • cansaço constante, mesmo após descanso

  • dores de cabeça frequentes

  • tensão muscular

  • alterações no sono (insônia ou sono não reparador)

  • alterações no apetite

  • sensação de exaustão no corpo


🔹 Sintomas emocionais

  • irritabilidade

  • ansiedade

  • sensação de sobrecarga constante

  • desânimo ou falta de motivação

  • sentimento de incapacidade ou insuficiência

  • dificuldade de concentração


🔹 Sintomas comportamentais

  • dificuldade de se desligar do trabalho

  • queda de produtividade

  • procrastinação

  • isolamento

  • afastamento de atividades que antes eram importantes, inclusive aquelas que traziam prazer, como hobbies e momentos de lazer


👉 Esses sinais costumam aparecer de forma gradual e podem ser facilmente confundidos com “apenas estresse”.


As fases do burnout


O burnout não acontece de forma repentina.Ele costuma se desenvolver ao longo do tempo.


De forma geral, podemos compreender esse processo em algumas fases:


1. Entusiasmo e alta dedicação

A pessoa se envolve intensamente com o trabalho, assume muitas responsabilidades e tende a ultrapassar o próprio ritmo.

2. Aumento do estresse e sobrecarga

As demandas começam a pesar, mas ainda existe esforço para dar conta de tudo.

3. Negligência das próprias necessidades

Descanso, lazer e autocuidado vão sendo deixados de lado.

4. Queda de energia e desmotivação

O cansaço aumenta e a motivação começa a diminuir.

5. Distanciamento emocional

Normalmente aparece como uma sensação de desconexão do trabalho, das pessoas e até de si mesmo, como se tudo perdesse um pouco o sentido.

6. Esgotamento

A sensação é de não ter mais energia, nem física nem emocional, para sustentar o dia a dia.


O que está por trás do burnout


Mais do que uma sobrecarga externa, o burnout também está relacionado à forma como nos envolvemos com o que fazemos.


Na prática, é possível observar que muitas vezes estão presentes:

  • dificuldade de reconhecer o próprio ritmo

  • tendência a assumir mais do que é possível sustentar

  • necessidade constante de dar conta de tudo

  • dificuldade de se desconectar

  • padrões internos de exigência


Ou seja, não se trata apenas do ambiente, mas também de como nos relacionamos com ele.


Como a terapia ajuda na recuperação burnout


O processo terapêutico possibilita olhar para além do esgotamento em si.


Mais do que apenas aliviar os sintomas, o trabalho busca compreender:

  • o que levou a esse estado

  • como esses padrões se construíram

  • o que pode ser transformado a partir disso


Esse trabalho possibilita desenvolver:

  • maior consciência sobre o que estamos vivendo

  • reconhecimento de padrões que se repetem

  • compreensão do que contribui para o desgaste ao longo do tempo - que muitas vezes também se manifesta no corpo.

  • formas mais saudáveis de lidar com as demandas do dia a dia com menos desgaste


Ao longo do processo, é comum percebermos uma diminuição da sensação de desorganização interna e uma relação diferente com o que estamos vivendo.


Se você quiser se aprofundar, há mais informações sobre a psicoterapia junguiana aqui no site.


Um processo que acontece ao longo do tempo


O burnout não surge de um dia para o outro — e o processo de cuidado também acontece ao longo do tempo.


Ao mesmo tempo, é comum que, já nas primeiras sessões, possamos perceber alguns efeitos importantes, como sensação de alívio, maior clareza e redução da pressão interna.


Isso acontece porque, ao começarmos a olhar para o que estamos vivendo em um espaço adequado, já é possível organizar melhor a própria experiência.


Com a continuidade das sessões, esse trabalho se aprofunda, permitindo um contato mais claro com o que estamos vivendo e a construção de novas formas de lidar com o dia a dia.


Um espaço para olhar para si com mais atenção


O burnout não é apenas um sinal de cansaço.


Ele pode indicar que algo, na forma como estamos vivendo, precisa ser revisto.

A psicoterapia oferece um espaço para compreender esse processo de forma mais ampla, desenvolvendo uma compreensão mais profunda de quem somos, do que estamos vivendo e do que pode estar relacionado a isso.


Se você sente que este é o momento de olhar com mais atenção para o que está vivendo, será um prazer te acompanhar nesse processo.


bottom of page